terça-feira, 11 de março de 2014
sábado, 4 de junho de 2011
Participe da Campanha; "Salve o Parque Fernão Dias"
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Parque Fernão Dias

Desde maio de 2009, o COEXISTA - Grupo de Consciência Existencial e Coletiva, com o apoio do DCE - Diretório Central dos Estudantes da Puc-Contagem está mobilizando um Abaixo-assinado solicitando a reforma, requalificação e reabertura do Parque Fernão Dias, importante espaço de convivência e lazer da região metropolitana de Belo Horizonte.
O Objetivo é conquistarmos 10.000 (dez mil) assinaturas para realização de uma Audiência Pública onde será debatido com a população e autoridades competentes o destino do equipamento.
Situado na divisa entre os municípios de Betim e Contagem, o Parque Fernão Dias possui mais de 1,3 milhões de metros quadrados, 23 (vinte e três) quadras poliesportivas, 2 (dois) campos de futebol, playground, mini-cidade, banheiros, duchas, pista de bicicross e o único um velódromo do Estado de Minas Gerais. Este equipamento de competição de ciclismo de velocidade já sediou importantes competições nacionais e serviu de espaço para treinamento de atletas olímpicos.
Apesar estar localizado em zona urbana, o Parque fernão Dias dispõe de duas importantes nascentes e considerável mata nativa (60% de toda área), onde são encontrados representantes da flora com potenciais biológicos, educativos, econômicos e medicinais. A fauna local inclui variadas espécies de animais silvestres em seu habitat natural.
Nestes três anos abandono, a degradação do local se acentuou, impedindo o equipamento propiciar a população o desenvolvimento das funções social, estética, educativa, psicológica e urbanística.
Por tudo isto, esta iniciativa visa articular atores interessados na requalificação do espaço publico visando possibilitar a realização de atividades de lazer, esporte, cultura e educação ambiental no local, atendendo aos visitantes e a população de Contagem/ Betim, especialmente a juventude;
Justificativa
Tendo como ponto de partida a atual situação do parque e a quadro de degradação resultante do abandono, esta proposta tem como objetivo iniciar o processo de mobilização para implementação de um amplo projeto de requalificação do Parque Fernão Dias, considerando as bases legais e institucionais existentes e a capacidade operacional e de gestão dos agentes públicos envolvidos para garantia do funcionamento e democratização do parque e do lazer.
Vitima costumas de preconceito, o lazer habitualmente é associando-o à ociosidade, ao nada fazer, e em alguns casos ao vício ou à marginalidade. Felizmente, essa visão está cedendo lugar a um conceito mais moderno, humano e de cidadania, reconsiderando o lazer, tal como trabalho, moradia, saúde, educação, entre outros, é um direito de todos e todas, expresso inclusive em nossa Constituição Federal.
O ideário seria que todas as pessoas tivessem a oportunidade de praticar atividades de acordo com seus interesses, procurando, dessa forma, exercitar, no tempo disponível, o corpo, a imaginação, o raciocínio, a habilidade manual, o relacionamento social, o intercâmbio cultural e a quebra da rotina.
Contudo, é preciso lutar contra vários aspectos que inibem e dificultam a prática do lazer, como a distinção de classes sociais, fator econômico, o nível de instrução, a faixa etária, o gênero, entre outros fatores, limitando-o a uma minoria da população.
Portanto, para a democratização das atividades é preciso acabar com o equívoco de somente associar o acesso ao lazer à riqueza financeira, onde as pessoas com melhores condições usufru-em de espaços como clubes, hotéis fazenda, retirando a possibilidade de segmentos menos favorecidos da nossa sociedade de vivenciar experiências criativas e de lazer.
O direito ao lazer é um bem cultural, indissociável de quaisquer esforços de melhoria da qualidade de vida, utilizando a animação cultural, a recreação e o esporte como importantes e eficazes instrumentos de promoção social de todos, principalmente das crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.
A realização de atividades recreativas visa proporcionar aos participantes a recuperação do vigor orgânico e equilíbrio emocional através atividades físicas, mentais, artísticas e sócio-culturais. O brincar constitui-se como linguagem infantil por excelência, através da qual as crianças expressam, de forma espontânea, as suas crenças, atitudes, criatividade e valores, colocando corpo, mente, sentimentos e espírito em evidência.
Por tudo isto, reconhecendo a importância do Parque Fernão Dias, nas suas dimensões ambiental, social, econômica, cientifica, política e urbana e a necessidade de preservação deste grande patrimônio de nosso estado é imperativo buscarmos uma solução pactuada entre a Prefeitura Municipal de Contagem, a Prefeitura Municipal de Betim e o Governo do Estado de Minas Gerais, visando garantir e democratizar a oferta de lazer a população local e visitantes, assim como a preservação ambiental desta grande patrimônio que é o Parque Fernão Dias.
INFORMAÇÕES: (31) 9123-1787
sábado, 11 de dezembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
CINE DEBATE
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O Ponto de Cultura Imagem e Ação convida à todos e todas para o CINE DEBATE em comemoração do Dia da Consciência Negra, com o tema Cinema e Ancestralidade.
Dia: 19 de novembro de 2010
Horário: 19h
Local: DCE da UFMG - R. Gajajaras, 668, Centro, Belo Horizonte
Filme: BESOURO - 2009
Sinopse: Besouro (Ailton Carmo) foi o maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que - ao se identificar com o inseto que ao voar desafia as leis da física - desafia ele mesmo as leis do preconceito e da opressão. Passado no Recôncavo dos anos 20, Besouro é um filme de aventura, paixão, misticismo e coragem. Uma história imortalizada por gerações, que chega aos cinemas com ação e poesia no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano.
Metodologia: Debate aberto sobre a temática proposta com mediação após a exibição gratuita do filme.
Apoio: DCE da UFMG, COEXISTA - Grupo de Consciência Existencial e Coletiva, Marcha Mundial das Mulheres, Diretoria de Combate ao Racismo da UNE
sábado, 6 de novembro de 2010
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Participe da campanha: "SALVE O PARQUE FERNÃO DIAS"
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Parque Fernão Dias

Desde maio de 2009, o COEXISTA - Grupo de Consciência Existencial e Coletiva, com o apoio do DCE - Diretório Central dos Estudantes da Puc-Contagem está mobilizando um Abaixo-assinado solicitando a reforma, requalificação e reabertura do Parque Fernão Dias, importante espaço de convivência e lazer da região metropolitana de Belo Horizonte.
O Objetivo é conquistarmos 10.000 (dez mil) assinaturas para realização de uma Audiência Pública onde será debatido com a população e autoridades competentes o destino do equipamento.
Situado na divisa entre os municípios de Betim e Contagem, o Parque Fernão Dias possui mais de 1,3 milhões de metros quadrados, 23 (vinte e três) quadras poliesportivas, 2 (dois) campos de futebol, playground, mini-cidade, banheiros, duchas, pista de bicicross e o único um velódromo do Estado de Minas Gerais. Este equipamento de competição de ciclismo de velocidade já sediou importantes competições nacionais e serviu de espaço para treinamento de atletas olímpicos.
Apesar estar localizado em zona urbana, o Parque fernão Dias dispõe de duas importantes nascentes e considerável mata nativa (60% de toda área), onde são encontrados representantes da flora com potenciais biológicos, educativos, econômicos e medicinais. A fauna local inclui variadas espécies de animais silvestres em seu habitat natural.
Nestes três anos abandono, a degradação do local se acentuou, impedindo o equipamento propiciar a população o desenvolvimento das funções social, estética, educativa, psicológica e urbanística.
Por tudo isto, esta iniciativa visa articular atores interessados na requalificação do espaço publico visando possibilitar a realização de atividades de lazer, esporte, cultura e educação ambiental no local, atendendo aos visitantes e a população de Contagem/ Betim, especialmente a juventude;
Justificativa
Tendo como ponto de partida a atual situação do parque e a quadro de degradação resultante do abandono, esta proposta tem como objetivo iniciar o processo de mobilização para implementação de um amplo projeto de requalificação do Parque Fernão Dias, considerando as bases legais e institucionais existentes e a capacidade operacional e de gestão dos agentes públicos envolvidos para garantia do funcionamento e democratização do parque e do lazer.
Vitima costumas de preconceito, o lazer habitualmente é associando-o à ociosidade, ao nada fazer, e em alguns casos ao vício ou à marginalidade. Felizmente, essa visão está cedendo lugar a um conceito mais moderno, humano e de cidadania, reconsiderando o lazer, tal como trabalho, moradia, saúde, educação, entre outros, é um direito de todos e todas, expresso inclusive em nossa Constituição Federal.
O ideário seria que todas as pessoas tivessem a oportunidade de praticar atividades de acordo com seus interesses, procurando, dessa forma, exercitar, no tempo disponível, o corpo, a imaginação, o raciocínio, a habilidade manual, o relacionamento social, o intercâmbio cultural e a quebra da rotina.
Contudo, é preciso lutar contra vários aspectos que inibem e dificultam a prática do lazer, como a distinção de classes sociais, fator econômico, o nível de instrução, a faixa etária, o gênero, entre outros fatores, limitando-o a uma minoria da população.
Portanto, para a democratização das atividades é preciso acabar com o equívoco de somente associar o acesso ao lazer à riqueza financeira, onde as pessoas com melhores condições usufru-em de espaços como clubes, hotéis fazenda, retirando a possibilidade de segmentos menos favorecidos da nossa sociedade de vivenciar experiências criativas e de lazer.
O direito ao lazer é um bem cultural, indissociável de quaisquer esforços de melhoria da qualidade de vida, utilizando a animação cultural, a recreação e o esporte como importantes e eficazes instrumentos de promoção social de todos, principalmente das crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.
A realização de atividades recreativas visa proporcionar aos participantes a recuperação do vigor orgânico e equilíbrio emocional através atividades físicas, mentais, artísticas e sócio-culturais. O brincar constitui-se como linguagem infantil por excelência, através da qual as crianças expressam, de forma espontânea, as suas crenças, atitudes, criatividade e valores, colocando corpo, mente, sentimentos e espírito em evidência.
Por tudo isto, reconhecendo a importância do Parque Fernão Dias, nas suas dimensões ambiental, social, econômica, cientifica, política e urbana e a necessidade de preservação deste grande patrimônio de nosso estado é imperativo buscarmos uma solução pactuada entre a Prefeitura Municipal de Contagem, a Prefeitura Municipal de Betim e o Governo do Estado de Minas Gerais, visando garantir e democratizar a oferta de lazer a população local e visitantes, assim como a preservação ambiental desta grande patrimônio que é o Parque Fernão Dias.
INFORMAÇÕES: (31) 9123-1787
quarta-feira, 11 de março de 2009
CAMPANHA GLOBAL DE LIDERANÇAS CLIMATICAS - Manifestante interrompe Governador Aecio Neves em defesa do meio ambiente e da liberdade de imprensa
no lançamento da CAMPANHA GLOBAL DE LIDERANÇAS CLIMATICAS, evento realizado no dia 09 de agosto de 2009 em Belo Horizonte Minas Gerais, discurso do Governador Aecio Neves é interrompido por manifestante em defesa do meio ambiente e da liberdade de imprensa.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
FSM – outro mundo em construção (IMPRESSÕES)
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As quarenta e oito horas da viagem de volta de ônibus até Belo Horizonte me permitiram uma ampla reflexão sobre os vários momentos e emoções vividas durante o Fórum Social Mundial. Muito além do que desejos e retóricas, quem teve a oportunidade de participar deste importante evento, sentiu o vento das possibilidades soprarem sobre o calor típico da região.
Tendo Belém, capital do Pará, região amazônica do Brasil, como referência geográfica; janeiro de 2009, inverno (por Belém estar no Hemisfério norte, acima da linha do equador) como referência temporal e as crises econômicas, climáticas, ambientais, energéticas, o colapso do sistema financeiro americano, o esgotamento do neoliberalismo como modelo de organização política, econômica, social e cultural, o possível realinhamento do capitalismo, que segundo o próprio Marx, é auto-destrutivo, a eleição de Barack Obama nos Eua, que apesar da sua cor e ancestralidade e das enormes expectativas criadas, vai fazer de tudo para salvar o capitalismo e o imperialismo ianque, a crescente guinada para esquerda na América Latina e a solidariedade entre os paises periféricos, que juntamente com movimentos sociais exercem pressão para reestruturação de organismos internacionais e uma nova agenda mundial como algumas das referências analíticas, conjunturais e geopolíticas, este Fórum representa a união de vontades, intelectos, métodos e fazeres na perspectiva de mudanças na lógica global.
Tão certo quanto a chuva, que refrescava as altas temperaturas amazônicas, as propostas debatidas nas centenas de atividades do fórum permitiram a confirmação e a certeza de que outro mundo, muito mais do que simplesmente possível, se faz urgentemente necessário.
Aos que declararam o fim da história, vendendo a ilusão ditatorial de que não existem alternativas ao capitalismo, toda conjuntura atual denota o quanto estavam errados. A crise financeira abriu as entranhas da besta-fera e expôs o alto custo deste sistema, cujo intervessionismo do FMI e do Banco Mundial, atingiram seus sórdidos tentáculos, sustentaram a dilaceração de estados-nações através da macabra “receita de salvação” do neoliberalismo. Privatizaram o patrimônio público, dilapidaram direitos sociais, precarizaram serviços de necessidade primeira como saúde e educação, mergulhando nosso planeta numa jogatina planetária, consumindo a riqueza da maioria dos povos, mercantilizando a vida e patrocinando a morte.
Alguns paises, como o Brasil, com muito esforço, conseguiram através de seus movimentos sociais organizados barrar a sanha do mercado, deus invisível do capital, cujos governos reacionários e multinacionais são os mais fieis sacerdotes. Imaginem o que seria de nosso país hoje se tivéssemos deixado privatizar o BNDS, Petrobrás, Eletrobrás, Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal, importantes e estratégicos mecanismos de indução do desenvolvimento?
Com certeza, podemos afirmar categoricamente que a história não acabou. Porém, é preciso lutar, para quebrarmos as várias estruturas que sustentam este sistema injusto, excludente, antiecológico, concentrador, causador da fome, da miséria e da devastação em várias partes do mundo.
Lutar para que os paises hegemônicos assumam de vez a paternidade de todas estas crises, cujo DNA explicito é o próprio capitalismo, que como um câncer, se projeta infectando o corpo de nosso planeta. Os custos de todas estas crises serão enormes e não podemos deixar que joguem nas costas dos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento a pesada carga da fatura.
E toda luta precisa de lutadores. Marina Silva, ex-Ministra do Meio ambiente do Brasil e eterna defensora das causa populares e ecológicas, de forma brilhante, explicitou na metáfora quixotesca, a luta militante, pois Dom Quixote lutava com moinhos de ventos achando que eram gigantes. Nós lutamos com gigantes acreditando sermos moinhos de vento.
E é a esperança o combustível que move estas milhares de pessoas de centenas de paises até este espaço de debate e reflexão, e acima de tudo de construção deste mundo que queremos. Um grande e caloroso abraço a todos que sonham, acreditam e acima de tudo, constroem cotidianamente, tijolo por tijolo, individual e coletivamente este novo mundo possível.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Grito Cultural 40 anos AI-5

O Projeto GRITO CULTURAL AI-5 consiste na organização de atividades artísticas lembrando os (40 quarenta) da assinatura do Ato Institucional n°5 e suas conseqüências como o endurecimento da Ditadura Militar, a censura previa, as torturas, assassinatos e desaparecimentos de militantes contrários ao regime.
A proposta prevê diferentes ações com o objetivo de mobilizar e sensibilizar a sociedade Brasileira, para luta pela ABERTURA DOS ARQUIVOS DA DITADURA e pelo reconhecimento da MEMÓRIA e da VERDADE como DIREITOS HUMANOS.
40 Anos do AI-5
Sob o regime militar, nenhum agente do Estado, pago pelo contribuinte para defender e encarnar as leis, tinha o direito de torturar, assassinar e fazer desaparecer pessoas. São crimes hediondos. Uma lei de anistia que envergonha os princípios do Direito assegura impunidade aos torturadores e ainda enseja articulistas a considerações “filosóficas” sobre a única matéria que a memória se recusa a esquecer: a dor humana.
Frei Beto
40 Anos do AI-5
No ano de 1968, em plena ditadura militar, o município de Contagem foi palco de uma das manifestações populares mais importantes da história do nosso país, a greve operária dos metalúrgicos contagenses.
Para alguns historiadores, a greve de Contagem, foi fator determinante para o endurecimento da ditadura militar brasileira. Na vanguarda das lutas populares e sociais, esta experiência desencadeou diversas conseqüências como, a greve realizada posteriormente pelos trabalhadores de Osasco inspirada pela manifestação mineira. Estas lutas foram responsáveis pela conquista de aumento real do salário para todos os trabalhadores brasileiros, que amargavam o congelamento dos vencimentos.
Outra conseqüência foi a perspectiva de que era possível lutar pela redemocratização do país, insuflando a esperança de estudantes, religiosos, artistas e políticos a se manifestarem contra o arbítrio.
Em contra resposta, no dia 13 de dezembro de 1968, o governo militar publicou o AI-5 - Ato Institucional n°5, a instrumento que limitou os direitos do povo, fechando o congresso, acabando com o Hábeas Corpus e instituindo a censura previa.
Victor Hugo em 1874, escreveu ”A tortura deixou de existir para sempre”, Infelizmente o autor de Les Misérables equivocou-se. O endurecimento do regime militar brasileiro foi sentido na pele de brasileiros, nos subterrâneos da máquina estatal, ou nos conhecidos "aparelhos" onde agentes do estado e grupo para-militares subverteram a ordem, utilizando-se das mais variadas e cruéis formas de tortura para conseguir informações, ocasionando assassinatos, falsos suicídios e desaparecimentos de militantes contrários ao regime.
Em matéria da Folha de S. Paulo de 05/6/82, Hélio Pellegrino frisou que “a tortura busca, à custa do sofrimento corporal insuportável, introduzir uma cunha que leve à cisão entre o corpo e a mente. E, mais do que isto: ela procura, a todo preço, semear a discórdia e a guerra entre o corpo e a mente. (Š) O projeto da tortura implica uma negação total ¬ e totalitária ¬ da pessoa, enquanto ser encarnado. O centro da pessoa é a liberdade. Na tortura, o discurso que o torturador busca extrair do torturado é a negação absoluta e radical de sua condição de sujeito livre”.
Nem a tortura nem os que ousam tentar justificá-la desapareceram. Segundo a Anistia Internacional, a tortura é aplicada ou tolerada por governos de pelo menos 60 países, entre os quais o Brasil, que na falta de alternativas de novas formas de organização e estruturação do aparelho policial e do sistema jurisdicional, ainda hoje, ocorrem abusos por parte do estado, que deveria ser democrático e de direito. O histórico de utilização da tortura como método de investigação policial ferem o marco Legal Nacional e Internacional (Declaração Universal dos Direitos Humanos, Convenção contra a Tortura da ONU, Convenção Interamericana contra a Tortura da OEA, Constituição Federal - art. 5 inciso XLIII, a Lei nº 9.455/97 entre outros instrumentos legais)
A impunidade, o esquecimento e a falta de conhecimento sobre o período da ditadura militar contribuem para a naturalização desta brutalidade que fere a alma da democracia brasileira. Neste contexto, é comum a desqualificação dos direitos humanos, a partir de uma falsa premissa, amplamente divulgada que direitos humanos é para defender bandidos.
Iniciativas como a criação da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com status de ministério, ou a articulação do Movimento Nacional de Direitos Humanos, tanto na esfera pública como privada, denota a capacidade de resistência social não violenta ao processo de desumanização que o mundo está vivendo e à violência usada pelo Estado, reforçando as iniciativas humanizadoras, contra as posturas e práticas conservadoras, autoritárias e anti-democráticas que persistem desqualificar a luta pelos direitos humanos.
Entretanto a morosidade do Estado na abertura dos arquivos e no esclarecimento sobre mortos e desaparecidos perpetuam uma ignóbil ordem, onde uma lei de anistia que envergonha os princípios do Direito assegura impunidade aos torturadores e aos crimes praticados em nome do combate ao terrorismo.
Na África, os crimes cometidos no período do aparthaid foram julgados em Tribunais da Verdade, onde agressores e agredidos, frente a frente, reconstruíam as paginas desta história. Na América Latina, Argentina mandou para a cadeia os militares responsáveis pela ditadura. O Chile dá-nos um exemplo de democracia e cidadania, apurando os crimes contra a humanidade, sem poupar o general Pinochet.
No Brasil, apesar do estado brasileiro não reconhecer oficialmente a utilização de pau de arara, cadeira do dragão, choques nos genitais, afogamentos, estupros e outros artifícios desumanos, é notório a imensa quantidade de pessoas que sofreram tais abusos. Muitos morreram, como Vladimir Herzog e Manoel Fiel Filho, “suicidados” nas dependências do Doi-Codi de São Paulo. Outros carregam marcas profundas na carne e na alma, como Frei Tito de Alencar Lima, enlouquecido pelas agressões, o frade dominicano veio a falecer em 1974, na história contada no livro Batismo de Sangue. Muitos estão desaparecidos, como os guerrilheiros do Araguaia, que segundo relatos, foram jogados de Helicópteros, a quilômetros de altura, no rio que deu nome a guerrilha.
A incoerência é que os fatos não são apresentados, o estado não assume seus atos. A lei da anistia, ampla, geral e irrestrita, não ampara crimes contra a humanidade, que são imprescritíveis, ou seja, nunca prescrevem, independente de quando aconteceram. O debate a cerca do tema está acalorado, e a matéria será julgada no Superior Tribunal de Justiça.
A escolha de Contagem para realização deste Ato em Solidariedade as vitimas de tortura, pela abertura imediata dos arquivos da ditadura é devido simbolismo da cidade. Pois, no mesmo ano que se comemora, ou seja, memora coletivamente, não esquece as manifestações populares que enfrentaram o regime autoritário, relembramos do endurecimento deste mesmo regime, através do AI-5, num processo dialético de defesas de teses, antíteses e sínteses.
É chegado o momento para, por meio da autocrítica, superamos os limites do presente e permitimos as possibilidades do futuro. Abrir os arquivos da ditadura é imperativo neste processo. Sem a limpeza das feridas, elas nunca cicatrizarão. Precisamos conhecer nosso passado para construirmos nosso futuro. Precisamos dar resposta as famílias dos desaparecidos, para a construção de um País, onde a memória e a verdade sobre o período da ditadura militar, direito de todo o povo brasileiro, seja um instrumento que reafirme com veemência uma posição clara: democracia sempre, contra toda forma de ditadura.
"O HOMEM ESTÁ CONDENADO A LIBERDADE"
J.P. SARTRE
LIBERDADE, SE POR TI TORTURADO EU FOR, POSSA FELIZ E INDIFERENTE A DOR,
MORRER SORRINDO A MURMURAR TEU NOME.
CARLOS MARIGUELLA
"O SANGUE DOS MARTIRES É A SEMENTE DA LIBERDADE"
SANTO AGOSTINHO
"QUANDO PERDEMOS A CAPACIDADE DE NOS INDIGNARMOS COM AS ATROCIDADE
PRATICADAS CONTRA OS OUTROS, PERDEMOS TAMBÉM O DIREITO DE NOS
CONSIDERARMOS SERES HUMANOS CIVILIZADOS"
VLADIMIR HERZOG
TEIA - Pequena grande amostra da diversidade brasileira

O conceito de pesquisa por amostragem determina que não precisamos tomar uma panela de sopa para saber qual é seu gosto, ou seja, uma colherinha com um bocadinho é capaz de demonstrar o sabor de alguma coisa. Porém quando o assunto é a cultura brasileira, uma amostra é muito pouco. A Diversidade do Brasil é maravilhosa. Formas e fazeres, artes e artistas, pensadores e pensamentos, multiplicidade e pluralidade, misturado e tudo junto no grande Encontro Nacional de Pontos de Cultura, que nos deram uma perspectiva da imensidão cultural deste nosso País. Isto que foi o Teia 2009.
Com o tema “Iguais na Diferença”, o encontro reuniu 23 Estados, 670 delegados do II Fórum Nacional dos Pontos de Cultura e 664 convidados para a Mostra Artística. Maracatu, música Clássica, funk, ópera, mestres grios, hip hop, frevo, roda de viola, artes plásticas, software livre, artes cênicas, boi bumba, circo, audiovisual, ciganos, tradições, novas tecnologias, tradições seculares, diversas tribos indígenas, entre outras dezenas de manifestações, culturais, artísticas, étnicas, religiosas, numa pequena mostra da cultura brasileira, derrubando fronteiras entre os que fazem
No total, estiveram envolvidas 1778 pessoas, entre participantes e equipe de produção no 3º TEIA. No Conjunto Cultural da República, onde se concentraram a maior parte das atividades do encontro, a média de público circulante foi de aproximadamente 2 mil pessoas ao dia, entre artistas, convidados e delegados, acompanhando as atividades e programação paralela.
O ponto mais alto da programação foi o cortejo de toda esta diversidade rumo à Praça dos Três Poderes para uma "re-proclamação da república através da cultura", reconhecendo o papel estratégico da cultura na construção de uma nova sociedade brasileira, mais justa, fraterna, humana, solidária.
Se na proclamação da República, no dia 15 de novembro de 1889, até o Marechal Deodoro da Fonseca, um dos pilares do movimento, por estar doente, não participou efetivamente do processo, o que dirá do povo brasileiro, que dormiu monarquia e acordou República, não sabendo das mudanças do Brasil, ou seja, viu a historia passar pela janela.
Em 2009, 119 anos depois, o povo estava na rua, fazendo uma grande marcha no encerramento do TEIA, pela defesa da cultura e do maior patrimônio do nosso Brasil, que é sua diversidade.
Assim, todo potencial transformador da cultura, defendido por Bené Fonteles no manifesto TEIA, possa romper as barreiras de quem faz popular e quem pensa erudito, através de uma arte solidária e responsável, capaz de invadir o imaginário do outro e criar novas formas poéticas de libertar e iluminar o mundo, que não tenha medo de dialogar com o confronto x conflito social brasileiro, no diálogo inspirador dos artistas com os educadores, construtores e facilitadores de uma Cultura de Paz, seja ela, ecológica, educacional, econômica, política e espiritual. Abraços a todos e todas, que já provaram, mesmo que em dose a conta gotas, toda a pluralidade de nosso país.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
TEIA 2008
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É com muita ansiedade que embarco novamente para Brasília, onde entre os dias 12 e 16 de novembro de 2008, será a sede da TEIA, maior encontro da diversidade cultural brasileira e toda a sua multiplicidade de cores e expressões, reunindo a rica e intensa produção cultural de 800 pontos de cultura do programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura (MinC), que contempla todas as regiões do país.
Seminários, vivências e uma ampla agenda de apresentações artísticas também coordenadas pelos Pontos fazem parte da programação da TEIA 2008.
No dia 15 de novembro, está previsto um cortejo rumo à Praça dos Três Poderes para uma "re-proclamação da república através da cultura". A manifestação resume o objetivo do programa: relações mais democráticas na construção de um país justo e solidário.
Já realizada na cidade de São Paulo, em 2006, e na capital mineira, Belo Horizonte, em 2007, a TEIA em sua terceira edição apresenta um importante diferencial: a organização do evento está a cargo da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPC), formada por representantes eleitos pelos próprios Pontos de Cultura.
Neste ano, o cenário do grande encontro dos pontos de culturas se concentrará no Complexo Cultural da República, estendendo-se por toda a Esplanada dos Ministérios, com programações inclusive em pontos históricos e simbólicos da cultura nacional, como o Teatro Nacional e o Espaço Cultural da Funarte.
Além do tema "Iguais na diferença", que celebra os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o destaque desta edição vai para o segundo Fórum Nacional dos Pontos de Cultura (FNPC), que reunirá um delegado de cada ponto de cultura do país, além das áreas temáticas e redes que compõem o programa Cultura Viva e vários parceiros do programa.
Entre os principais objetivos do fórum, fortalecer o Sistema Nacional de Cultura, consolidar a TEIA como espaço político-cultural dos Pontos de Cultura, fomentar a construção de marcos legais que reconheça a autonomia e o protagonismo cultural do povo brasileiro, além do debate em torno dos avanços e desafios na gestão compartilhada do programa Cultura Viva.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
PONTO DE CULTURA IMAGEM & AÇÃO

srfgxujws,
Um importante marco na trajetória do GRUPO COEXISTA, foi a aprovação da parceria com a Prefeitura de Contagem e o Ministério da Cultura para implantação de um Ponto de Cultura na Vila Barraginha. Esta nova experiência ampliou as possibilidades de intervenção, articulando as ações existentes a uma proposta diferenciada focada na produção áudio-visual.Segundo Léo, morador da comunidade da Vila Barraginha e idealizador da proposta, o nome do ponto de cultura é “Imagem e Ação”. A principio a idéia nos remete a aquele jogo de tabuleiro para ser jogado em grupo onde o objetivo é descobrir palavras e expressões. O nosso jogo também será jogado em grupo, mas o objetivo será descobrir coletivamente caminhos para a construção de um novo mundo possível. O ponto de cultura, deverá ser um referencial em educação popular e empreendedorismo cultural. Sua principal função será o desenvolvimento pessoal e coletivo, através da realização de palestras, cursos, produção de áudio e vídeos, projetos de inclusão digital, atividades culturais entre outros, coletando e disseminando informações, formas e instrumentos a serem utilizados para operar as mudanças e transformações na busca de uma sociedade mais igualitária.
Especificamente sobre a comunidade da Vila Barraginha, a proposta é produzir um documentário registrando a memória oral dos moradores e a eminente transformação decorrente da urbanização e reassentamento. Outra iniciativa será a implementação do “Museu Comunitário 18 de Março”, data da maior tragédia ocorrida na comunidade da vila Barraginha, que ceifou 36 vidas, centenas de feridos e 1700 desabrigados.
O Grupo COEXISTA, através do ponto de cultura, pretende ainda, registrar as demandas e conquistas dos movimentos organizados de promoção dos direitos humanos, fomentando a visibilidade e divulgação das lutas dos grupos do movimento GLBT, de promoção da igualdade racial, de mulheres grupos de defesa dos idosos, jovens, etc... Estas iniciativas terão culminância na feira da diversidade “COEXISTA CULTURAL”, onde pretendemos estimular a participação de artistas da cidade, mesclando linguagens e estilos num grande evento em prol do respeito às diferenças.
Outro objetivo do projeto é contribuir para a ampliação das formas de interlocução entre agentes culturais, a partir da troca de experiências e para a democratização da produção e o acesso à conteúdos audiovisuais no Estado de Minas Gerais, veiculando e circulando os bens produzidos atingindo 18 milhões de pessoas (público da Rede Minas).
O ponto de cultura gerenciado pelo grupo COEXISTA será uma rede de iniciativas, na busca de articulações e construção de consensos, significativamente necessários para avançarmos na conquista dos direitos humanos. Em igual tempo, queremos disseminar através de ações inclusivas e iniciativas de promoção social a compreensão de que os Direitos Humanos são universais, indivisíveis e podem ser atingidos e extensivos a todos os seres humanos.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
MENSAGEM DO GRUPO COEXISTA
Esta mensagem é utilizada pelo Grupo COEXISTA nas palestras e encontros, onde utilizamos a sabedoria popular, de forma original e divertida, para ajudarmos os participantes refletir sobre os seus atos e possíveis conseqüências.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Conferência Nacional de Juventude – Perspectiva 1

Brasília, outono de 2008
Leonardo Alves Batista – Coordenador Geral do COEXISTA
Desde 1810 já existia a proposta de mudança do governo brasileiro do Rio de Janeiro para o interior, supostamente para garantir a segurança da capital do País, contra uma invasão inimiga.
Argumentos econômicos, ideológicos e geopolíticos eram usados continuamente para justificar a empreitada. A interiorização econômica, criação de novas estradas, o grande “projeto nacional” de transferência da capital era oficialmente divulgado como uma maneira de desenvolver o Brasil central.
Contudo, a verdadeira razão, oculta dos discursos desenvolvimentistas que defendiam a construção de Brasília era, devido ao seu isolamento geográfico, dificultar o acesso ao governo central das reivindicações de pessoas insatisfeitas com a administração pública.
A preocupação era organizar o território, não somente para prever batalhas contra um possível inimigo, mas principalmente, controlar de maneira eficaz as pessoas sobre as quais o aparelho de Estado exerce sua autoridade.
Eu estava pensando exatamente nisto, quanto o avião sobrevoava a periferia do Distrito Federal, aguardando autorização para pousar. A perspectiva da cidade vista do alto é uma coisa muito doida. De um lado você vê toda a opulência de Brasília, seus amplos espaços, seus prédios planejados, sua arquitetura monumental e seus corredores viários, do outro toda a miséria das cidades satélites com ruas de terra vermelha que me lembram veias abertas formando rios de sangue.
Estas ocupações foram criadas a partir de uma política cruel de erradicação de favelas e segregação sócio-espacial, onde as distâncias entre o Plano Piloto e as Cidades Satélites funcionam como verdadeiras muralhas horizontais de mais de 30 quilômetros de extensão. A obrigatoriedade de percorrer grandes distâncias para se chegar à Brasília, aliada à mais elevada tarifa de transporte público do país inviabiliza a cidade para a maioria da população local, neste modelo oneroso de ocupação territorial.
Se chegar a Brasília é difícil para os próprios moradores, imagine para pessoas de Rio Grande do Norte, Bahia, Pernambuco, Paraná, Maranhão, Amazonas que, caso desejem fazer pressão sobre nossos governantes, mobilizem seus pares para esta empreitada.
Porém, o que os idealizadores temiam estava acontecendo. Naquela manhã quente de domingo, a cidade estava sendo invadida. Uma horda barulhenta e multicolorida descia dos vários aviões que estavam pousando.
Eram jovens vindos de todos estados brasileiros para participar da 1ª Conferência Nacional de Juventude. Traziam, além da bagagem, a esperança da mudança e a certeza da importância histórica que aquele momento representava para a conquista dos direitos da juventude.
Estes mais de dois mil combatentes, que com eu, foram votados e eleitos Delegados Nacionais nas Conferências preparatórias realizadas nos seus respectivos estados tinham um misão. Estavam em Brasília representando mais de 50 milhões de jovens do Brasil, que pela primeira vez na história do nosso país, foram convocados para ajudar a pensar que projeto de nação nos queremos pra gente.
E esta juventude, com todas sua irreverência, ocupou a Capital Federal, rompendo os limites simbólicos, geográficos, políticos e ideológicos, num grande evento em defesa dos direitos de todos e todas os (as) jovens deste grande e amado país chamado Brasil.
Conferência Nacional de Juventude - Perspectiva 2
O presidente Lula na carta que enviou aos jovens Delegados foi extremamente feliz, quando comparou a problemática do Brasil com enfrentada pela(s) juventude(s) brasileira(s): “sempre disseram que este era o país do futuro; e que a juventude era o futuro do Brasil. Mas como nas três últimas décadas o Brasil praticamente não cresceu, não distribuiu renda, não investiu como deveria em educação, não gerou empregos nem oportunidades, a juventude brasileira ficou sendo o futuro de um país sem futuro”.Como todos sabem, jovem não é futuro e sim presente, mas em alguns casos, será apenas passado se nada for feito para garantir os direitos da juventude pobre, negra, indígena, periférica, GLBT e tantas outras que vicejam no dia-a-dia das nossas cidades, com suas demandas especificas que precisam ser atendidas urgentemente.Todos os delegados presentes, com sua militância, contribuíram nesta “guerra pacifica”, onde o nosso inimigo é a desigualdade, o atraso, o descaso e a invisibilidade dos problemas que afetam a juventude como falta de perspectiva e acesso.
Nossa luta é, além de discutir políticas públicas para juventude(s), incluir a temática na agenda atual na perspectiva de construção de políticas de estado, garantindo assim que no “tão falado país do futuro” juventude brasileira possa ter voz, vez e vida.
Ter a oportunidade de estar em Brasília, engrossando as fileiras de combatentes, foi uma experiência inesquecível. Unimos forças para levantar esta bandeira, nesta guerra por um país mais justo, decente e para todos. Esta foi apenas uma batalha vitoriosa, mas que depende de tantas outras lutas para que os nosso sonho triunfe soberano, em todos os cantos de nosso querido Brasil.Parabéns aos participantes, guerreiros dos novos tempos e de um novo mundo
quinta-feira, 29 de maio de 2008
DEFICIÊNCIA NOSSA DE CADA DIA

O mundo é diverso e as conquistas e avanços na garantia da dignidade humana para todas as pessoas não acontecem por acaso. Eles são resultados de lutas individuais e coletivas, de organizações e de pessoas solidárias à causa. Recentemente, embora seja um militante ativo dos direitos humanos e coordenar um grupo que trabalha o respeito à diversidade, eu tive a oportunidade de sentir na pele, a nossa limitação para tratar as diferenças.
Aconteceu durante uma conversa com uma amiga que tem deficiência. Ela é uma mulher maravilhosa, que devido a uma doença, não desenvolveu os membros superiores. Estávamos numa grande festa e ela era uma das pessoas que mais se divertia. Esta amiga é uma mulher atraente, inteligente, descolada, totalmente independente e muito bonita, possui uma vasta cultura e curso superior. Eu falava o quanto admirava a sua forma de viver e de ver o mundo, sempre pra cima, sendo uma das pessoas “mais de bem com a vida” que eu conheço.
Eu estava elogiando-a, quando reparei que ela ficou tensa. A impressão que tive, foi que esperava, que a qualquer momento da nossa conversa, eu fizesse uma referência sobre a sua deficiência.
Confesso que frases como “apesar de”, ou “você é assim, mas”, vinham vez ou outra na minha cabeça. Neste momento, vi o quanto temos dificuldades para tratar e conversar sobre as diferenças. Senti o quanto não estamos familiarizados com esta discussão. Neste contexto, é complicado falar de coisas simples, como elogiar uma pessoa, sem cair naquele tipo de discurso, “apesar disto, você neste gás todo” ou “você é é exemplo, pois não se abateu pela dificuldade”.
Resisti arduamente contra anos e anos de educação preconceituosa, tentando não cair no lugar comum dos conceitos discriminatórios, pois acredito que a pessoa não deve ser reduzida, identificada ou determinada por uma característica especifica como seus limites sensoriais, mentais ou motores.
Na minha opinião, entre todos os emaranhados de conceitos e preconceitos, existem termos que eu considero piores, porque através de referências de“tolerância”. escondem nas entrelinhas, o preconceito.
Segundo o Dicionário Michaellis, tolerar significa suportar com indulgência, transigir, admitir, dar tácito consentimento a. Pra quem não lembra do que é indulgência, vale a pena dar uma olhada no mesmo dicionário, onde consta ser a qualidade do indulgente, clemência, condescendência, tolerância, remição total ou parcial das penas relativas aos pecados, perdão.
Penso que tolerância seria mais ou menos assim. De repente, você deixasse de considerar as características não-aceitas ou rejeitadas socialmente em determinado grupo (cor, gênero, condição física ou mental, condição socioeconômica, etc...), cedendo uma parcela de consideração, e um pouquinho, em doses conta-gotas, de respeito e dignidade.
Minha concepção de tolerância é muito parecida com a de Bernard Lewis, professor de História da Universidade de Princeton. Ele defende que “A tolerância é, naturalmente, uma idéia extremamente intolerante, porque significa, eu que mando e lhe permito alguns direitos que aprecio, mas não todos, só enquanto você se comporta de acordo com os padrões que determino”. O diretor executivo do Midwest Centre for Holocaust Education, no Kansas, Jean Zeldin, propõe “que o oposto da intolerância não seja tolerância. Seja compreensão. Seja aceitação. Seja compaixão”.
Podemos, lembrar termos e frases extremamente preconceituosos que denotam tolerância, como “é um preto com alma de branco”, ou “dirige bem, apesar de ser mulher”, ou quem sabe, “ele é um bom funcionário,apesar de ser gay”.
Outro termo complicado é o “portador de necessidades especiais”. Pode parecer uma expressão bem-intencionada, mas acho deprimente quando as pessoas, por habito ou ignorância, são chamadas de “portadores”. Parece que estão carregando alguma coisa. É preciso abominar a expressão “portador”, a pessoa não porta, ela simplesmente é deste jeito, com suas potencialidades, incapacidades e limitações.
Na nossa cultura, a noção de deficiência é complexa, estando associada às idéias de imperfeição, fraqueza ou carência, criando assim, sentimentos contraditórios, que vão desde a repulsa até a compaixão.
A palavra deficiência não é negativa em si mesma, pois designa uma realidade concreta. O que precisamos fazer é saber distinguir e diferenciar a pessoa da deficiência, vendo a pessoa na deficiência e não a pessoa como um deficiente.
Se a utilização de termos “tolerantes” é complicada, imagine termos como anormal, (como se existisse alguém normal), paralítico, aleijado, mongolóide, coxo, manco, cegueta, inválido, retardado, débil mental, excepcional, imperfeito, etc. Eles são de uma desumanidade e carregam uma carga muito grande de preconceito. Estes conceitos rotuladores denotam a nossa incapacidade de compreensão ao diferente.
Na maioria das vezes é o meio ambiente e o contexto cultural e socio-econômico que determinam quem é capaz ou incapaz, ou seja, determinam a perda ou a limitação das oportunidades de participar da vida em igualdade de condições com os demais, criando barreiras diferentes para pessoas diferentes.
É bom termos consciência que, todos seres humanos em maior ou menor grau, possuem deficiências. Pare e pense sobre seus limites, sobre as coisas que você não é capaz de fazer ou apresenta alguma dificuldade de realizar. Eu por exemplo, entre ouras limitações, possuo dois graus e meio de miopia, por causa disto, não posso ser piloto, astronauta ou fazer coisas mais cotidianas como pegar um ônibus ou identificar um conhecido (a) a alguns metros de distância sem estar de óculos ou de lentes de contato. Porém, apesar desta deficiência visual, posso fazer muitas outras coisas, inclusive escrever este texto que você está acabando de ler.
P.S. Com relação a minha amiga, tenho certeza que ela é especial. Não por apresentar uma deficiência física, mas por ser este ser iluminado que espalha alegria por onde passa.
Aconteceu durante uma conversa com uma amiga que tem deficiência. Ela é uma mulher maravilhosa, que devido a uma doença, não desenvolveu os membros superiores. Estávamos numa grande festa e ela era uma das pessoas que mais se divertia. Esta amiga é uma mulher atraente, inteligente, descolada, totalmente independente e muito bonita, possui uma vasta cultura e curso superior. Eu falava o quanto admirava a sua forma de viver e de ver o mundo, sempre pra cima, sendo uma das pessoas “mais de bem com a vida” que eu conheço.
Eu estava elogiando-a, quando reparei que ela ficou tensa. A impressão que tive, foi que esperava, que a qualquer momento da nossa conversa, eu fizesse uma referência sobre a sua deficiência.
Confesso que frases como “apesar de”, ou “você é assim, mas”, vinham vez ou outra na minha cabeça. Neste momento, vi o quanto temos dificuldades para tratar e conversar sobre as diferenças. Senti o quanto não estamos familiarizados com esta discussão. Neste contexto, é complicado falar de coisas simples, como elogiar uma pessoa, sem cair naquele tipo de discurso, “apesar disto, você neste gás todo” ou “você é é exemplo, pois não se abateu pela dificuldade”.
Resisti arduamente contra anos e anos de educação preconceituosa, tentando não cair no lugar comum dos conceitos discriminatórios, pois acredito que a pessoa não deve ser reduzida, identificada ou determinada por uma característica especifica como seus limites sensoriais, mentais ou motores.
Na minha opinião, entre todos os emaranhados de conceitos e preconceitos, existem termos que eu considero piores, porque através de referências de“tolerância”. escondem nas entrelinhas, o preconceito.
Segundo o Dicionário Michaellis, tolerar significa suportar com indulgência, transigir, admitir, dar tácito consentimento a. Pra quem não lembra do que é indulgência, vale a pena dar uma olhada no mesmo dicionário, onde consta ser a qualidade do indulgente, clemência, condescendência, tolerância, remição total ou parcial das penas relativas aos pecados, perdão.
Penso que tolerância seria mais ou menos assim. De repente, você deixasse de considerar as características não-aceitas ou rejeitadas socialmente em determinado grupo (cor, gênero, condição física ou mental, condição socioeconômica, etc...), cedendo uma parcela de consideração, e um pouquinho, em doses conta-gotas, de respeito e dignidade.
Minha concepção de tolerância é muito parecida com a de Bernard Lewis, professor de História da Universidade de Princeton. Ele defende que “A tolerância é, naturalmente, uma idéia extremamente intolerante, porque significa, eu que mando e lhe permito alguns direitos que aprecio, mas não todos, só enquanto você se comporta de acordo com os padrões que determino”. O diretor executivo do Midwest Centre for Holocaust Education, no Kansas, Jean Zeldin, propõe “que o oposto da intolerância não seja tolerância. Seja compreensão. Seja aceitação. Seja compaixão”.
Podemos, lembrar termos e frases extremamente preconceituosos que denotam tolerância, como “é um preto com alma de branco”, ou “dirige bem, apesar de ser mulher”, ou quem sabe, “ele é um bom funcionário,apesar de ser gay”.
Outro termo complicado é o “portador de necessidades especiais”. Pode parecer uma expressão bem-intencionada, mas acho deprimente quando as pessoas, por habito ou ignorância, são chamadas de “portadores”. Parece que estão carregando alguma coisa. É preciso abominar a expressão “portador”, a pessoa não porta, ela simplesmente é deste jeito, com suas potencialidades, incapacidades e limitações.
Na nossa cultura, a noção de deficiência é complexa, estando associada às idéias de imperfeição, fraqueza ou carência, criando assim, sentimentos contraditórios, que vão desde a repulsa até a compaixão.
A palavra deficiência não é negativa em si mesma, pois designa uma realidade concreta. O que precisamos fazer é saber distinguir e diferenciar a pessoa da deficiência, vendo a pessoa na deficiência e não a pessoa como um deficiente.
Se a utilização de termos “tolerantes” é complicada, imagine termos como anormal, (como se existisse alguém normal), paralítico, aleijado, mongolóide, coxo, manco, cegueta, inválido, retardado, débil mental, excepcional, imperfeito, etc. Eles são de uma desumanidade e carregam uma carga muito grande de preconceito. Estes conceitos rotuladores denotam a nossa incapacidade de compreensão ao diferente.
Na maioria das vezes é o meio ambiente e o contexto cultural e socio-econômico que determinam quem é capaz ou incapaz, ou seja, determinam a perda ou a limitação das oportunidades de participar da vida em igualdade de condições com os demais, criando barreiras diferentes para pessoas diferentes.
É bom termos consciência que, todos seres humanos em maior ou menor grau, possuem deficiências. Pare e pense sobre seus limites, sobre as coisas que você não é capaz de fazer ou apresenta alguma dificuldade de realizar. Eu por exemplo, entre ouras limitações, possuo dois graus e meio de miopia, por causa disto, não posso ser piloto, astronauta ou fazer coisas mais cotidianas como pegar um ônibus ou identificar um conhecido (a) a alguns metros de distância sem estar de óculos ou de lentes de contato. Porém, apesar desta deficiência visual, posso fazer muitas outras coisas, inclusive escrever este texto que você está acabando de ler.
P.S. Com relação a minha amiga, tenho certeza que ela é especial. Não por apresentar uma deficiência física, mas por ser este ser iluminado que espalha alegria por onde passa.
terça-feira, 1 de abril de 2008
COEXISTA apresenta resultado da Conferência Livre e participa da Etapa Estadual da 1ª Conferência Nacional de Juventude
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Coordenador do COEXISTA representa o Grupo e MInas Gerais na 1ª Conferência Nacional de Juventude

O Coordenador Geral do COEXISTA, Leonardo Alves Batista foi eleito na etapa Estadual da Conferência de Juventude como DELEGADO NACIONAL, sendo o segundo mais votado de Minas Gerais.
A sua partitipação em Brasilia será muito importante para defender as propostas de Políticas Públicas direcionadas para os jovens, retiradas dos debates na "Conferência Livre" organizada pelo GRUPO COEXISTA referentes ao eixos temáticos: Diversidade, Cultura e Mídia, Meio Ambiente e Educação, Liberdades Democráticas e Participação Política.
Sabendo que a luta para construção de um país onde todos e todas possam viver com dignidade deve ser continua, levantamos nossas bandeiras, infladas pelo desejo de um pais mais justo e solidario.
Aproveitamos a oportunidade e agradecemos a todos e todas que participaram da Conferência Livre do COEXISTA, na esperança que noss iniciativa, possa contribuir para as mudanças desejadas.
Abaixo as propostas e desafios levantados pelo Grupo:
Desafios:
1) Reduzir a violência urbana e incidência de crimes violentos em locais de vulnerabilidade social;
2) Estimular a melhoria da educação;
3) Ampliar a inserção efetiva dos jovens no primeiro emprego;
4) Garantir melhores condições de vida para populações vulneráveis socialmente, especialmente os jovens;
5) Transformar as PPJs (politicas Publicas de juventude) em políticas de estado, garantindo a sua continuidade;
6) Lutar pela garantia do direito à saúde e ao meio-ambiente ecologicamente equilibrado;
7) Lutar pela garantia do direito a cultura, diversidade informação e formação;
Propostas
1) Respeitar a diversidade humana, combatendo os preconceitos de cor, raça, gênero, orientação sexual, condições socioeconômicas, nacionalidades, faixa etária, convicções política ou religiosa;
2) Proibição das propagandas de bebidas alcoólicas em veículos de comunicação de massa;
3) Advertir nos rótulos das bebidas alcoólicas, as conseqüências danosas a saúde referente ao uso indevido;
4) Descriminalização e legalização das drogas;
5) Reformular a conduta pedagógica, transformando as instituições escolares atrativas para a nova realidade da juventude brasileira;
6) Apoio psicológico para os jovens alunos de escolas públicas;
7) Ampliar o investimento financeiro na educação pública;
8) Criar e ampliar projetos efetivos de 1º Emprego, criando subsídios para os empregadores que contratarem jovens, nesta situação, condicionando o recebimento a carência de um ano, no mínimo de contratação;
9) Melhorar e ampliar os programas de qualificação profissional;
10) Investir em projetos de empreendedorismo juvenil e economia solidária, facilitando o credito, realizando para iniciativas de jovens;
11) Realizar programas de urbanização, em locais com risco social;
12) Lutar pela não aprovação do projeto de lei que prevê a redução da maioridade penal;
13) Melhorar o transporte público, com racionalização dos sistemas, ampliação das frotas e redução das tarifas;
14) Mobilizar os jovens para lutar pela aprovação e implantação do Estatuto da Juventude;
15) Mobilizar os jovens para lutar pela aprovação e implantação do Plano Nacional da Juventude; 16) Mobilizar os jovens para lutar pela aprovação e implantação do Plano Estadual da Juventude; 17) Ampliar o conhecimento sobre o meio-ambiente, através da realização de campanhas de conscientização, dotadas de informações mais detalhadas;
18) Punir as pessoas que não contribuem com a prevenção de doenças endêmicas como a DENGUE, através da identificação e aplicação de multas;
19) Lutar pela aprovação da legislação que permite a utilização de células tronco embrionárias em pesquisas;
20) Realizar a Conferencia Nacional de Juventude
21) Ampliar o acesso a cultura e arte, através do financiamento público para produção, difusão e fruição de manifestações artísticas;
1) Reduzir a violência urbana e incidência de crimes violentos em locais de vulnerabilidade social;
2) Estimular a melhoria da educação;
3) Ampliar a inserção efetiva dos jovens no primeiro emprego;
4) Garantir melhores condições de vida para populações vulneráveis socialmente, especialmente os jovens;
5) Transformar as PPJs (politicas Publicas de juventude) em políticas de estado, garantindo a sua continuidade;
6) Lutar pela garantia do direito à saúde e ao meio-ambiente ecologicamente equilibrado;
7) Lutar pela garantia do direito a cultura, diversidade informação e formação;
Propostas
1) Respeitar a diversidade humana, combatendo os preconceitos de cor, raça, gênero, orientação sexual, condições socioeconômicas, nacionalidades, faixa etária, convicções política ou religiosa;
2) Proibição das propagandas de bebidas alcoólicas em veículos de comunicação de massa;
3) Advertir nos rótulos das bebidas alcoólicas, as conseqüências danosas a saúde referente ao uso indevido;
4) Descriminalização e legalização das drogas;
5) Reformular a conduta pedagógica, transformando as instituições escolares atrativas para a nova realidade da juventude brasileira;
6) Apoio psicológico para os jovens alunos de escolas públicas;
7) Ampliar o investimento financeiro na educação pública;
8) Criar e ampliar projetos efetivos de 1º Emprego, criando subsídios para os empregadores que contratarem jovens, nesta situação, condicionando o recebimento a carência de um ano, no mínimo de contratação;
9) Melhorar e ampliar os programas de qualificação profissional;
10) Investir em projetos de empreendedorismo juvenil e economia solidária, facilitando o credito, realizando para iniciativas de jovens;
11) Realizar programas de urbanização, em locais com risco social;
12) Lutar pela não aprovação do projeto de lei que prevê a redução da maioridade penal;
13) Melhorar o transporte público, com racionalização dos sistemas, ampliação das frotas e redução das tarifas;
14) Mobilizar os jovens para lutar pela aprovação e implantação do Estatuto da Juventude;
15) Mobilizar os jovens para lutar pela aprovação e implantação do Plano Nacional da Juventude; 16) Mobilizar os jovens para lutar pela aprovação e implantação do Plano Estadual da Juventude; 17) Ampliar o conhecimento sobre o meio-ambiente, através da realização de campanhas de conscientização, dotadas de informações mais detalhadas;
18) Punir as pessoas que não contribuem com a prevenção de doenças endêmicas como a DENGUE, através da identificação e aplicação de multas;
19) Lutar pela aprovação da legislação que permite a utilização de células tronco embrionárias em pesquisas;
20) Realizar a Conferencia Nacional de Juventude
21) Ampliar o acesso a cultura e arte, através do financiamento público para produção, difusão e fruição de manifestações artísticas;
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